Robbie Williams e seu retorno ao Take That: estratégia para vender mais discos

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Nos últimos meses tenho visto avalanches de matérias sobre Robbie Williams e o Take That, sobre encontros e desencontros, retornos, anseios, discussões, falcatruas, bilboard e afins. Imagino que os que ouvem o Hardcore pirulito (emo) atual tal qual NxZero, Fresno, ForFun, Glória e afins não tenham a menor idéia ou noção de quem estou falando. (Sim, é do cara alí de cima)

A banda Take That é uma banda pop inglesa que fez um grande sucesso. Como toda banda inglesa problemas com o ego dos integrantes acabaram por rompê-la. Robbie Williams de um lado e Gary Barlow do outro. Após acusações e carreiras solo Williams levou a melhor. Abandonou sua banda em 1995 e, no ano seguinte, a banda decretou seu final.


Angels, o maior sucesso solo de Williams

Passados 10 anos a banda reuniu-se sem Williams e todos comentaram sobre seu possível retorno; desde o início a resposta era não. Entretanto hoje me deparei com a seguinte matéria: Robbie Williams confirma retorno com o Take That. Considerei interessante e fui pesquisar outras fontes.

Robbie Williams confirmou o retornou mas ainda a banda não confirmou nenhuma intenção de lançar um álbum e nem agendou nenhuma turnê. Entretanto, Williams está para lançar seu novo álbum: Reality Killed the Video Star.

Imediatamente me ocorreu a atual situação do mercado envolvendo casos como PirateBay, Torrents, Streams e afins que afligem a indústria há anos desde o Napster. Madonna e Allen que o diga. Além disso, o momento é de buscar novas formas de vender música como vender discografia e todo um conjunto de materiais impressos e filmados em formato digital em pen drives em formato de maçã, ou então colocar o álbum num pendrive num formato de broche de colar em ouro ou ainda, quem sabe, oferecer o álbum gratuitamente na internet para viralizar a música pela massa e capitalizar em cima de direitos autorais, exibições de vídeos, direito de imagem, comerciais, eventos e certamente os shows com ingressos.

As possibilidades são tantas mas o ponto histórico é apenas um: Capitalismo da informação. Atualmente antes de se procurar um meio de capitalizar é necessário ter visibilidade, o caso Google para faturar com o YouTube ou a grande necessidade de encontrar um modo de lucrar com o Twitter são bons exemplos. O meio musical é assim também.

Olhando de modo crítico, o retorno ao Take That de Robbie Williams para mim é temporário em potência (dependerá da busca, dos contratos, ofertas por shows, álbuns e afins). Seu objetivo principal é gerar notoriedade na mídia e com todo esse buzz faturar em cima de seu mais recente trabalho solo. Desculpem, mas é o mais provável.

São por motivos como esse que acabo caindo sempre em décadas passadas. Eram dias em que as bandas tocavam para fazer música e sentir aquela mágica que transcende e deixa tudo púrpura; a indústria cultural não era o ponto chave, ao menos para alguns e, sobretudo, naqueles tempos, podíamos chamar o conjunto de banda e não apenas de grupo musical. Por sinal, a diferença entre banda e grupo será tratada num outro post.